26/11/2008

Cultura, livros e o povo de hoje

Fui em uma livraria de renome em São Paulo ontem, queria achar outra edição do livro Origem das Espécies, de Charles Darwin ( a tradução da minha é muito ruim). Cheguei na tal livraria e fui correndo a uma atendente, o rápido diálogo foi este:
- Oi moça, você tem o livro Origem das Espécies, de Darwin?
Ela respondeu:
-Vou ver, qual o assunto?

Lógico, fiquei apavorado! Ela trabalha em uma livraria! Aliás, precisa trabalhar em uma livraria para conhecer livros como esse? Imaginei eu entrando em uma livraria evangélica e pedindo algo como o comentário de Romanos, do John Stott, e ouvir da atendente: "vou ver, é devocional?".
Enfim, fiquei meio pensativo, e a moça demorou tanto que acabei indo embora. Um dia desses, estava em outra livraria e ouvi de uma funcionária: "estas coisas de Shakespeare, Sócrates e sei lá o que mais (como se fossem iguais) não vendem. O povo de hoje quer auto-ajuda e espiritualidade". Ela realmente sintetizou o pensamento do povo de hoje: auto-ajuda (do tipo barato, how to, e aqui e agora) e a famosa espiritualidade contemporânea (que mais parece uma rede de fast-food, ou auto-ajuda). Deus me livre. Não sei como estamos, mas temo o lugar para onde estamos indo. Precisamos de ajuda-do-auto!

Preciosidades

No espaço em que denominei Preciosidades, vou postar algumas citações de autores cristãos para reflexão.

Peço que os homens não façam referência a meu nome e se chamam a si mesmos não de luteranos, mas de cristãos. Que é Lutero? Minha doutrina, estou certo, não é minha, nem tenho sido crucificado por ninguém… Como então deveria eu, pobre e podre saco de vermes que sou, chegar a tal ponto em que seja dado aos filhos de Cristo um nome derivado de meu nome imprestável?
Martinho Lutero

É muito difícil não estar preocupado a respeito do estado das igrejas evangélicas hoje. Não é nem tanto pela abundância de erros; isto já é sério o suficiente. Mas, o que é tão sério quanto isto e mais preocupante é que o espírito de reforma nos deixou. Onde estão os reformadores? Em vão nós procuramos por eles. A ausência deles é uma das maiores evidências do fato de que nós vivemos em dias de declínio espiritual.
Geoffrey Thomas